De vila bandeirante a berço de grandes nomes brasileiros
Fundada em 1645, Taubaté foi a primeira vila oficial do Vale do ParaÃba e desempenhou papel estratégico na expansão do território brasileiro. No século XVIII, bandeirantes da região participaram das descobertas de ouro em Minas Gerais, contribuindo para o surgimento de cidades como Ouro Preto e Mariana. Mais tarde, o ciclo do café transformou o municÃpio em um dos principais polos econômicos paulistas.
Em 1906, a cidade entrou definitivamente para a história com o Convênio de Taubaté, acordo entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro que marcou a primeira grande intervenção do Estado na economia cafeeira. Décadas depois, Taubaté reforçaria sua importância ao se tornar berço de nomes que ajudaram a moldar a cultura popular brasileira, unindo tradição histórica e influência cultural em um único lugar.
O sÃtio real que virou o Picapau Amarelo
O casarão onde o pequeno José Bento Monteiro Lobato passou os 12 primeiros anos da vida é hoje o Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato. O imóvel pertenceu ao avô do escritor, o Visconde de Tremembé, e virou o cenário real que inspirou o universo literário do SÃtio.
O Governo do Estado de São Paulo destaca que o tÃtulo oficial de Capital Nacional da Literatura Infantil veio pela Lei Federal 12.388/2011, reconhecendo os 23 livros da série escritos entre 1920 e 1947. O SÃtio do Picapau Amarelo funciona como espaço de visitação com biblioteca, móveis originais e atores caracterizados como EmÃlia, Narizinho e Pedrinho.
- A Menina do Narizinho Arrebitado (1920) - Primeiro livro
- Reinações de Narizinho (1931 - versão definitiva)
- O Saci (1921)
- O Marquês de Rabicó (1922)
- O Picapau Amarelo (1939)
- Caçadas de Pedrinho (1933)
- A Reforma da Natureza (1941)
- EmÃlia: Boneca de pano tagarela e criativa.
- Narizinho e Pedrinho: Netos de Dona Benta.
- Dona Benta: Avó carinhosa e narradora.
- Tia Nastácia: Quituteira mágica do sÃtio.
- Visconde de Sabugosa: Boneco sábio feito de sabugo de milho.



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